Recontagem de presos em Alcaçuz; Sem fugas, diz Sejuc

Operação aconteceu ao longo desta segunda-feira (6).
Em três pavilhões, Secretaria de Justiça contabilizou 828 detentos.

Agentes do Grupo de Operações Especiais (GOE), unidade de elite da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), realizaram nesta segunda-feira (6) uma operação para uma nova contagem dos detentos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz – maior presídio do Rio Grande do Norte. A unidade foi palco da matança de pelo menos 26 presos em janeiro deste ano.

De acordo com o secretário Wallber Virgolino, não há mais registros de fugas. “Foram inspecionados os pavilhões 1, 2 e 3 de Alcaçuz. No total, são 828 detentos”, disse. Alcaçuz, foi projetada com capacidade para 620 presos. “Além da recontagem feita nesta segunda, os agentes do GOE vêm realizando intervenções diárias na unidade. As missões buscam manter a ordem e a disciplina”, ressaltou o titular da Sejuc.

Ainda segundo Virgolino, os agentes separaram os presos no pátio e fizeram uma inspeção estrutural. O vídeo acima mostra a entrada dos agentes e parte da contagem dos presos. Eles são chamados pelo nome e podem se levantar e voltar para as celas.

Após a rebelião, a Sejuc divulgou que pelo menos 56 presos fugiram da Penitenciária de Alcaçuz. Na época, a secretaria chegou a afirmar que o número de fugas poderia ser maior, já que alguns presos não responderam à chamada realizada ou poderiam estar ausentes do presídio em razão de alvarás de soltura.

Muro concluído
Também nesta segunda (6) houve a conclusão da construção do muro de concreto que separa membros de facções rivais. Após a rebelião de janeiro, a penitenciária de Alcaçuz foi dividida em duas. Em Alcaçuz, os pavilhões 1, 2 e 3 são ocupados por membros do Sindicato do RN. Já o pavilhão 4, agora faz parte do Presídio Rogério Coutinho Madruga, mais conhecido como Pavilhão 5. Assim, os pavilhões 4 e 5 passaram a ser ocupados por detentos do Primeiro Comando da Capital, o PCC.

A obra de construção do muro de concreto teve início em 8 de fevereiro e tinha previsão de conclusão para o dia 22 passado. No entanto, houve atraso. Ele tem 90 metros de extensão por 6,40 metros de altura a partir de uma base de 80 centímetros de largura. O custo da parede, R$ 794.028, inclui a fabricação, transporte e execução de blocos modulares.

Enquanto o muro não ficava pronto, os contêineres colocados ainda em janeiro faziam a separação dos pavilhões. Além dessa barreira, o governo do estado tem contado com atuação de uma força tarefa do Departamento Penitenciário Nacional, com atuação de agentes de outros estados em Alcaçuz.

Wallber Virgolino, informou ao G1 que as obras que estão sendo realizadas na área externa de Alcaçuz, como a colocação de uma cerca em volta de todo o perímetro do presídio, devem ficar prontas até o final desta semana.

g1

07/03/2017

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