Presidente da Mancha Alviverde chega para depor sobre morte de fundador da torcida

Anderson Nigro se apresentou na sede do DHPP, no Centro de SP, na manhã desta terça-feira (7). Ele negou ter levado integrante de facção a reunião da torcida.

O presidente da torcida Mancha Alviverde, Anderson Nigro, mais conhecido como Nando, chegou na manhã desta terça-feira (7) ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para prestar depoimento sobre o assassinato de Moacir Bianchi, um dos fundadores da organizada, ocorrido na última quinta-feira (2).

Nigro se apresentou à polícia junto de seu advogado. Na entrada da delegacia, ele falou rapidamente aos jornalistas e negou ter convidado integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) para participar de uma reunião na sede da Mancha Alviverde, na Zona Oeste da cidade. “Não levei ninguém, não”, garantiu. Bianchi esteve no encontro e foi morto horas depois.

A Polícia Civil intimou o presidente da Mancha para esclarecer o que aconteceu na reunião, marcada para supostamente apaziguar uma rixa entre membros da organizada. Os diretores das subsedes da torcida na Capital e na Grande São Paulo também foram convocados para prestar depoimento.

As primeiras testemunhas do caso, ouvidas pela polícia nesta segunda (6), foram a ex-mulher e as duas filhas da vítima. O advogado da família, Jonas Marzagão, afirmou que elas não tinham conhecimento de ameaças ou de alguma desavença de Bianchi com demais integrantes da torcida organizada.

“A família vai relatar os fatos que tem conhecimento. Agora se vai ser importante para investigação ou não nós não sabemos”, disse Marzagão antes dos depoimentos. “Tive contato ontem com a família. Estão chocados, então não deu para ter uma conversa mais profunda, mas com certeza algum problema teve para gerar essa morte absurda”, ressaltou.

Reunião tensa

A investigação indica que pouco antes de ser morto, Bianchi participou de uma reunião tensa na sede da Mancha. A polícia investiga se um desentendimento no encontro tenha motivado o crime e quer ouvir os participantes da reunião até o fim da próxima semana.

Áudios compartilhados por torcedores no aplicativo WhatsApp descrevem um clima hostil entre Bianchi e Nigro. A polícia suspeita que uma facção criminosa estivesse tentando controlar a atual diretoria e Bianchi, um dos fundadores, mostrou-se contrário à ideia.

Durante a semana, a Mancha Alviverde chegou a anunciar o encerramento das atividades por tempo indeterminado. Neste sábado, a torcida organizada divulgou uma nova nota.

“Informamos através dessa nota que a torcida Mancha Alviverde não irá encerrar suas atividades. Estamos passando por um momento de reestruturação, e tambem em respeito ao luto pela morte do nosso fundador e ex-presidente Moacir Bianchi, a torcida pemanecerá com as suas atividades suspensas nos próximos dias. Pedimos para que todos os associados tenham compreensão e respeitem o momento que a entidade vem passando. Em breve retornaremos com novas informações sobre a entidade”, diz o texto.

Nesta terça-feira, a sede da Mancha Alviverde teve retirada o boneco símbolo da torcida. Antes a torcida se chamava Mancha Verde.

g1

07/03/2017

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