Polícia ouvirá pais de bebê morta com politraumatismo; laudo aponta abuso

Pai e mãe da menina têm 19 anos e eram responsáveis pela criança. Laudo detalha que bebê sofreu várias fraturas e teve lesão no órgão sexual.

A Polícia Civil de São José do Rio Preto (SP) vai ouvir mais uma vez os pais da bebê de um ano e quatro meses que morreu no final de semana com politraumatismo, além de vizinhos e pessoas que possam estar ligadas à criança. O caso é acompanhado agora pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). O legista constatou lesões graves e sinais de abuso sexual na criança morta.

A delegada Dálice Ceron disse que ficou impressionada com o conteúdo do laudo do Instituto Médico Legal (IML). “Foram muitas lesões. As descrições da violência que essa criança sofreu são surpreendentes. Havia rupturas de fígado, a descrição é bastante ampla, e teve a constatação de violência sexual”, afirma.

A TV TEM teve acesso ao laudo, que apontou que a morte foi violenta, em consequência de politraumatismo e por um agente contundente, o que quer dizer que houve um choque, uma batida ou uma queda que provocou o trauma. O laudo também descarta que a criança tenha morrido por causa de asfixia ou envenenamento, por exemplo. O documento detalha ainda que a menina sofreu abuso sexual, inclusive com ruptura de hímen.

Dálice diz que quer saber detalhes da convivência da família e de como era o dia a dia da criança.

“Os pais serão ouvidos novamente e vamos buscar a autoria desse delito. É um caso que chama muito a atenção pela crueldade cometida com essa criança. Quero saber onde estava essa menina quando foi acometida por este mal estar. Como era a rotina dela? Onde ela ficava? Quais eram os cuidados? Quero saber se houve negligência da mãe, se ela era a cuidadora direta, se as crianças ficavam em outro ambiente, se frequentavam creche. Há muitas situações a serem exploradas”, afirma a delegada.

Dálice afirma que recebeu o boletim de ocorrência na segunda-feira (6) e, em seguida, baixou portaria para dar início ao inquérito policial, onde irá reunir as provas, inclusive as provas técnicas, que são os laudos requisitados ao IML”, diz

Entenda o caso
Segundo informações do boletim de ocorrência, a bebê de um ano e quatro meses foi levada pela mãe à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Toninho sem sinais vitais, na noite de sexta-feira (3).

Na ocorrência consta que um médico percebeu hematomas no corpo da bebê e chamou a polícia. A mãe disse à polícia que as marcas eram consequência de uma queda anterior e de mordidas de outro filho mais velho que ela, mas também criança.

O médico legista do Instituto Médico Legal (IML) de Rio Preto constatou que a bebê apresentava lesões graves no fígado e sinais de violência sexual, segundo o delegado Eder Galavoti.

Os pais, de 19 anos, foram levados ao plantão policial para prestar depoimentos e negaram qualquer tipo de agressão ou violência sexual, segundo o delegado. Outras duas pessoas suspeitas foram ouvidas e também negaram. Todos cederam material sanguíneo que será usado para eventual perícia.

O corpo da bebê foi velado e enterrado em Rio Preto, no cemitério São João Batista, no domingo (5). Os pais não quiseram dar entrevistas.

g1

07/03/2017

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