Jovem esfaqueado em Ipanema é enterrado nesta terça no Rio

Rapaz reagiu a um assalto após sair de um bloco em Ipanema no sábado. Polícia já tem pistas de grupo que teria atacado o rapaz.

Familiares e amigos chegaram por volta das 9h ao cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, para acompanhar o sepultamento de Daniel Barbosa da Silva Gomes, de 20 anos, que morreu após levar uma facada ao reagir a um assalto ao sair de um bloco no último sábado (4) na Praia de Ipanema. Ele foi enterrado por volta de 11h20.

Parentes e amigos do jovem fizeram uma oração na alameda principal do cemitério. O enterro foi marcado por pedidos de justiça.

Eduardo da Silva Gomes, pai do jovem, chegou ao cemitério amparado por amigos, chorando muito. A mãe de Daniel não aguentou acompanhar o enterro e chegou a ser medicada no PAM da Rocinha.

Patrícia Reis, prima de Daniel, contou como a família ficou sabendo da tragédia. “O que chegou para a gente é que ele viu o amigo apanhando e quis saber o que foi. Não sabemos o que realmente aconteceu e ele foi pego pelas costas”, explicou a prima.

Segundo ela, amigos que estavam com ele na praia foram até a casa do jovem e informaram que a festa, que aconteceu após um bloco, teve confusão e Daniel estaria envolvido. O pai dele, ao chegar no local, soube que o filho havia sido morto.
De acordo com Patricia, Daniel não costumava sair e nunca havia se envolvido em confusão. Porém, ela acredita que ele teria ajudado um amigo que estava sendo agredido.

“Nós estamos com uma revolta, porque acredita-se que vai ser mais um impune. Além da dor, tem a questão de se realmente vai encontrar quem fez isso. Vai ocorrer justiça? Isso é muito revoltante”, destacou a jovem.

Investigação policial

A polícia já tem pistas dos assassinos. São pelo menos oito suspeitos: todos menores de idade. O delegado responsável pela investigação disse que esse grupo ataca turistas e banhistas na areia e no calçadão. Até agora ninguém foi preso.

“Já temos conhecimento do grupo de criminosos que atua naquela região, nessa modalidade. Atacam turistas e banhistas na areia e no calçadão. Sempre em grupo de oito a dez criminosos”, explicou o delegado Daniel Rosa.

Daniel era morador da Rocinha e teria tentado ajudar amigos que estavam sendo roubados, segundo testemunhas.

O pai do jovem chegou ainda muito abalado à Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca. “Perder o filho dessa forma é muito trágico para o pai. Ele era muito bom filho. Foi criado com muito carinho, muito amor, estava estudando, queria cursar educação física”, lamentou o professor de tênis Eduardo da Silva Gomes, que foi prestar depoimento para tentar ajudar a polícia a descobrir os culpados pela morte do rapaz.

Câmera quebrada

Uma câmera da CET-Rio da região que poderia ajudar nas investigações não está funcionando. O delegado Daniel Rosa fez um apelo para que as pessoas enviem fotos ou vídeos que possam ajudar a polícia na identificação do suspeito.

“Se alguém tenha filmado ou tirado algumas fotos desse evento público que reuniu muitas pessoas, envie para nós. Envie para o Disque Denúncia que vai ajudar na investigação”, diz o delegado.

g1

07/03/2017

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